Observatório Diplomados Egas Moniz

1. Enquadramento e recursos
O Observatório de Inserção Profissional Egas Moniz foi criado a fim de concentrar num só lugar todos os processos de monitorização da situação profissional dos diplomados da Egas Moniz, dando continuidade aos inquéritos que a instituição já realizava. Em termos de recursos humanos, o Observatório desenvolve a sua atividade com recurso a um técnico superior com dedicação parcial. Está integrado no Gabinete de Planeamento Estratégico e Sustentabilidade (GPES), que acompanha e monitoriza a sua atividade.
2. Missão e objetivos
A missão do Observatório é acompanhar o percurso profissional dos diplomados de todos os ciclos de estudos da Egas Moniz: licenciaturas, mestrados, mestrados integrados e doutoramentos. A informação recolhida mostra como os diplomados entram no mercado de trabalho, em que condições trabalham e como evolui o seu percurso. Destina-se a:
- candidatos e futuros estudantes;
- estudantes;
- órgãos de gestão;
- coordenadores de curso e docentes;
- serviços da instituição.
Este trabalho responde à obrigação prevista no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro, artigo 162.º, n.º 2), que exige a divulgação de informação precisa e suficiente sobre a empregabilidade dos ciclos de estudos. Os resultados apoiam também os processos de avaliação e acreditação da A3ES.
3. Metodologia
3.1 População e períodos de análise
O inquérito é enviado aos diplomados que concluíram o curso na Egas Moniz nos últimos 3 anos. Na edição de 2026, abrangeu os diplomados de 2024, 2025 e 2026, num total de 1.734 alumni, de todos os ciclos de estudos: licenciatura, mestrado, mestrado integrado e doutoramento.
Quem é inquirido
Edição de 2026 do inquérito aos diplomados da Egas Moniz

3.2 Recolha de informação
A informação é recolhida através de um questionário online. O link de acesso é enviado por email para o endereço que o diplomado registou na Egas Moniz.
As respostas são anónimas e confidenciais e são tratadas de acordo com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Os resultados são apresentados de forma global e por ciclo de estudos, nunca ao nível de cada diplomado.
Na edição de 2026, a recolha decorreu entre julho e outubro. Foram obtidas 434 respostas válidas, o que corresponde a uma taxa de resposta de 25,0%.
Uma resposta é considerada válida quando indica o curso concluído e a situação profissional atual, as duas perguntas que sustentam a taxa de empregabilidade. Este critério aplica-se tanto às respostas submetidas como às que ficaram por submeter.
Das 690 respostas registadas, 206 estavam vazias e não foram consideradas. Das 434 respostas válidas, 240 foram submetidas e 194 ficaram por submeter, embora quase todas tenham sido preenchidas até ao fim do questionário. Quatro respostas submetidas não indicam o curso: contam para os resultados globais, mas não para os resultados por curso, que assentam em 430 respostas.
Como algumas perguntas só são apresentadas a determinados perfis de diplomados, cada quadro e gráfico do relatório indica o número de respostas em que se baseia.
3.3 Dimensões e indicadores principais

Definições usadas nos relatórios • Taxa de empregabilidade: empregados a dividir pela soma de empregados e desempregados à procura de emprego. São considerados empregados os trabalhadores por conta de outrem, os trabalhadores independentes, os empresários e os trabalhadores-estudantes. • Efetividade: percentagem de trabalhadores por conta de outrem com contrato sem termo. • Remuneração média: valor estimado a partir do escalão de remuneração bruta mensal indicado por cada diplomado. • NPS (Net Promoter Score): percentagem de notas 9 e 10 menos percentagem de notas de 0 a 6, na pergunta sobre a recomendação do curso.
3.4 Calendarização
A edição de 2026 decorreu entre julho e outubro de 2026. Durante este período, os diplomados receberam o convite por email e puderam responder ao questionário online. Os resultados foram depois analisados e publicados no relatório de empregabilidade de 2026.
Calendarização da edição de 2026
Recolha de respostas entre julho e outubro de 2026

O Observatório da Inserção Profissional dos Diplomados da Egas Moniz (OipDEM) foi criado em 2017 para monitorizar e acompanhar a situação e o percurso profissional dos diplomados da Egas Moniz, em todos os ciclos de estudo.
A monitorização da situação profissional dos diplomados é uma obrigação legal prevista no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro, na redação dada pela Lei n.º 32/2026, de 20 de julho). O artigo 162.º, n.º 2, determina que as instituições de ensino superior devem disponibilizar informação precisa e suficiente sobre a empregabilidade dos ciclos de estudos que ministram. O artigo 159.º prevê ainda que essa informação conste do relatório anual da instituição.
Entre 2017 e 2022, o OipDEM funcionava através de um inquérito por questionário aplicado aos diplomados de três em três anos. O questionário tinha módulos comuns a todos os cursos e módulos específicos de cada curso. A última edição deste modelo realizou-se em 2022.
Atualmente, este acompanhamento está integrado no Observatório de Empregabilidade, que funciona sob a alçada do Gabinete de Planeamento Estratégico e Sustentabilidade (GPES). O Observatório realiza um inquérito anual aos diplomados dos três últimos anos. Assim, a informação sobre a empregabilidade de cada curso é atualizada todos os anos.
A informação recolhida apoia os processos internos e externos de avaliação e acreditação dos cursos e o acompanhamento da empregabilidade de cada curso. Ajuda também a melhorar de forma contínua a formação da Egas Moniz.
